Gestão de Riscos e Controles  no SERPRO

     A Gestão de Riscos é o sistema de "alerta antecipado" do Serpro. Ela serve para identificar situações que podem afetar nossos serviços e agir antes que os problemas aconteçam. Isso garante que os sistemas do Governo funcionem com segurança e que o dinheiro público seja bem utilizado.  Ela está integrada ao planejamento estratégico da empresa e é conduzida  atualmente pela Superintendência de Controles, Riscos e Conformidade - SUPCR, responsável por coordenar e acompanhar as ações de tratamento dos riscos identificados. 

     A Metodologia de Gestão de Riscos e Controles baseia-se nos princípios da norma ABNT NBR ISO 31000:2018 e no modelo COSO ERM, integrando os diferentes tipos de risco à governança corporativa. 

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1. Como nos Organizamos  

     Para que a fiscalização dos riscos seja eficiente, não deixamos tudo na mão de uma área só. Dividimos as responsabilidades em três camadas de proteção: 
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Fonte: Modelo das Três Linhas - IIA (The Institute of Internal Auditors), 2020. Adaptação Serpro.


1ª Linha (Gestão e Operação): São as pessoas que fazem o trabalho no dia a dia. Elas identificam os riscos e aplicam os controles ali mesmo, na fonte. 

2ª Linha (Monitoramento): Uma área especializada e responsável pela gestão de Controles e Riscos, que cria as regras, treina os times e confere se todos estão seguindo as orientações previstas na metodologia. 

3ª Linha (Auditoria): Funciona como um juiz independente, testando se as outras duas linhas estão realmente funcionando. 

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 2. O que estamos vigiando? (Universo de Riscos)

     A área de Gestão de Riscos e Controles do Serpro atua junto a 1ª linha no monitoramento de tudo o que pode gerar incerteza para o futuro da empresa, dividido em três dimensões: 

 

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. Riscos Operacionais: Falhas em sistemas, processos internos ou erros humanos que podem parar um serviço. 

. Riscos de Projetos Estratégicos: Problemas que podem atrasar a entrega de novas soluções tecnológicas. 

. Riscos Estratégicos: Ameaças ao futuro e aos grandes objetivos do Serpro. 

     Trimestralmente, todos os riscos estratégicos, os riscos de projetos estratégicos e os riscos operacionais considerados críticos (classificados com nível de risco atual muito alto ou alto) são informados à alta liderança para apoiar a tomada de decisão.  

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.   Integração com a estratégia e continuidade de negócios 

     A Gestão de Riscos está integrada ao Planejamento Estratégico, já que os riscos estratégicos são diretamente vinculados aos Objetivos Estratégicos e monitorados pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração. E os operacionais críticos, que podem paralisar operações essenciais, tem resiliência garantida pelos Planos de Continuidade de Negócios (PCN).  

     A Gestão de Riscos não é uma atividade isolada. Ela está profundamente integrada a diversos instrumentos corporativos. 

  • Planejamento Estratégico: Os riscos estratégicos são diretamente vinculados aos Objetivos Estratégicos e monitorados pela Diretoria Executiva e Conselho de Administração. 
  • Continuidade de Negócios: Riscos críticos que podem paralisar operações essenciais estão vinculados aos Planos de Continuidade de Negócios (PCN), garantindo resiliência. 
  • ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável): A gestão de riscos considera os 17 ODS da ONU, vinculando riscos à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) e à sustentabilidade do negócio. 

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3. Diretrizes de Riscos no Serpro 

     As diretrizes para gestão de riscos corporativos estão em dois documentos fundamentais: a Política, que estabelece a intenção, os princípios, as diretrizes e as responsabilidades da alta administração em relação aos riscos e a Metodologia, que traduz a política em etapas práticas, ferramentas e técnicas padronizadas para gerenciar os riscos.  

     Os dois documentos servem para orientar o atingimento dos objetivos e proteger o Serpro de ameaças inesperadas, garantindo que todos saibam como agir diante de incertezas. 

     Para conhecer o conteúdo completo da Política de Gestão de Riscos do SerproMetodologia de Gestão de Riscos do Serpro é só clicar no link do PDF que está no final desta página.

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4. Ciclo de Gestão dos Riscos 

     Seguimos um ciclo de 10 etapas para garantir que nada passe despercebido, incluindo a definição, análise, avaliação e priorização para o monitoramento dos riscos, a implementação prática de controles e a verificação da efetividade deles, para neutralizar a ameaça: 

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 A figura apresenta as etapas do ciclo de gestão dos riscos, sendo: 

 1 - Definição do Escopo e Contexto;  2 - Identificação e Análise do Risco;  3 - Avaliação dos Riscos e Verificação dos Controles;   4 - Priorização para Tratamento dos Riscos;  5 - Definição dos Controles de Respostas aos Riscos ;   6 - Validação dos Resultados ; 7 - Registro, Relato e Contingência ; 8 - Comunicação e Consulta ; 9 - Análise Crítica e Monitoramento , e 10 - Implementação de Controles. 

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5.Papeis e Responsabilidades 

     Para o sucesso do processo de gestão de riscos e controles, papéis claros foram definidos pela metodologia: 

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     O gestor do risco é o responsável da Unidade, quem deve identificar, registrar e garantir o monitoramento e tratamento do risco. Os agentes de risco atuam em apoio direto ao gestor e colaboram para o registro nas ferramentas corporativas do andamento dos riscos e controles da unidade. Os especialistas da tipologia auxiliam a avaliação técnica do risco, emitindo um posicionamento acerca do apetite, impacto e controles. O responsável pelos controles é quem implementa as ações necessárias para evitar que o risco se materialize. A área de gestão dos riscos atua supervisionando a evolução das informações, monitorando o andamento dos riscos e controles e aumentando a maturidade desse assunto no Serpro.  

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6. Apetite a Riscos

     O Apetite a Riscos, definido pelo Conselho de Administração, é a tradução operacional da postura do Serpro diante das incertezas. Ele define o nível de exposição que a empresa está disposta a aceitar. 

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     O Apetite é diferenciado para Riscos Negativos (ameaças) e Riscos Positivos (oportunidades). 

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. Matriz para Riscos Negativos (Ameaças) 

      Para ameaças, quanto maior o potencial de perda, menor é o apetite da organização. 

      A Matriz de Calor é uma representação gráfica, com 25 posições, que objetiva enquadrar cada um dos riscos conforme o ponto de intersecção da probabilidade e do impacto. As cores da matriz vão identificar a prioridade que será dada ao tratamento do risco. Na matriz de calor de riscos negativos, os números maiores estão na parte superior direita com a coloração vermelho, pois representam maior probabilidade e impacto da ocorrência do evento, enquanto os riscos com menor potencial estão com a pontuação mais baixa, do lado inferior esquerdo e na coloração verde.  

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      A escala de avaliação da probabilidade e do impacto varia de “muito baixo” até “muito alto” e, ao observar o enquadramento dos riscos nessa matriz, o Serpro evita perder tempo com problemas pequenos e foca energia no que pode comprometer o atingimento dos seus objetivos. Ou seja, riscos nas zonas verde e azul (pontuação 1 a 9) são apenas monitorados, enquanto os riscos posicionados nas zonas laranja e vermelha (pontuação 14 a 25) são riscos considerados críticos e que exigem atuação. 

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. Matriz para Riscos Positivos (Oportunidades) 

     Para oportunidades, a lógica é inversa: quanto maior o potencial de ganho, maior é o apetite para aproveitá-la. 

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. Conceito de Exposição a Riscos

     A Gestão visa manter a exposição dentro dos limites do Apetite definido. O Apetite é definido pelo Conselho de Administração, o Apetite a Risco é a tradução operacional da postura do Serpro diante das incertezas. Ele define o nível de exposição que a empresa está disposta a aceitar. A gestão dos riscos tem por objetivo mantê-los dentro dos limites do Apetite definido. A figura abaixo ilustra o comportamento da exposição ao risco ao longo do tempo em relação aos limites: em que há necessidade de atuação da gestão, sempre que o risco estiver acima ou abaixo da faixa de apetite a risco definido como aceitável. 

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7.Compromisso com o Futuro (ESG e ODS)

     No Serpro, a gestão de riscos não olha apenas para o lucro ou para a tecnologia. As análises também observam a vinculação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas e os pilares de ESG (impacto ambiental, social e em governança). Isso significa que gerir riscos no Serpro também é cuidar do Meio Ambiente, da Ética e da Responsabilidade Social. 

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Declaração de Apetite - RAS / Glossário / Metodologia GRC / Política GRC:

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  • Visão prática da Gestão de Riscos no cotidiano:

       F A Q  

  • Perguntas Frequentes sobre a Gestão de Riscos no Serpro 

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     1.  O que é a Gestão de Riscos e por que ela é importante para mim?

     A Gestão de Riscos é a forma como o Serpro se antecipa a problemas que possam afetar a prestação de serviços públicos. Para você, cidadão, isso significa maior segurança de que os sistemas do governo (como os de impostos ou documentos digitais) estarão disponíveis e protegidos contra falhas ou ataques.

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     2.  Como o Serpro garante que os Riscos estão sendo controlados?

     Utilizamos o Modelo das Três Linhas, que divide as responsabilidades para que ninguém trabalhe sem supervisão: 

  • 1ª Linha: Quem executa o serviço cuida dos riscos no dia a dia. 
  • 2ª Linha: Uma área especializada define as regras e monitora se tudo está seguro. 
  • 3ª Linha: A Auditoria Interna avalia tudo de forma independente para garantir a transparência. 

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     3. Quais tipos de Riscos a empresa monitora?

     Monitoramos três níveis principais, conforme mostrado no infográfico Universo dos Riscos Empresariais: 

  • Riscos Operacionais: Evitam falhas técnicas e erros humanos em nossos sistemas. 
  • Riscos de Projetos: Garantem que novos serviços sejam entregues no prazo e com o custo correto. 
  • Riscos Estratégicos: Protegem a visão de longo prazo e os objetivos globais da empresa. 

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     4. O que acontece quando um Risco é identificado?

     Seguimos um Ciclo de 10 Etapas. Isso inclui identificar a causa do problema, avaliar o impacto, definir uma ação (como criar uma trava de segurança) e monitorar se essa ação funcionou. Tudo é registrado e reportado aos diretores 

 1 - Definição do Escopo e Contexto

 2 - Identificação e Análise do Risco

 3 - Avaliação dos Riscos e Verificação dos Controles

 4 - Priorização para Tratamento dos Riscos

 5 - Definição dos Controles para o Tratamento / Respostas aos Riscos (mitigar, transferir ou aceitar)

 6 - Validação dos Resultados 

 7 - Registro, Relato e Contingência 

 8 - Comunicar as partes interessadas e Consulta 

 9 - Análise Crítica e Monitoramento 

10 - Implementação de Controles.

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     5. O Serpro aceita correr algum Risco?

     Sim, isso é chamado de Apetite a Riscos. Como nenhuma atividade é 100% livre de incertezas, o Conselho de Administração define limites aceitáveis. Se um risco ultrapassa esse limite (fica "fora do apetite"), o Serpro deve agir imediatamente para trazê-lo de volta ao nível seguro. 

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     6. Como a Gestão de Riscos ajuda no Desenvolvimento Sustentável?

     Nossa gestão de riscos não é isolada. Ela está conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Isso significa que, ao gerenciar riscos, também buscamos proteger o meio ambiente, promover a ética e garantir a responsabilidade social (agenda ESG). 

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     7. Como posso saber mais?

     Você pode acessar nossa Metodologia, Política de Gestão de Riscos e assistir aos nossos Webinars e Podcasts educativos  por meios dos links logo acima nesta página. 

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Contato da GRC do SERPRO

Gestão de Riscos e
Controles do Serpro
SGAN Quadra 601 Módulo "V",
Edifício Sede, Brasília-DF, CEP: 70836-900
Telefone: (061) 2021-8075